HOMENS X MULHERES

QUEM SÃO OS MELHORES OPERADORES DE EQUIPAMENTOS PESADOS?

Muitas pessoas acreditam que estes equipamentos pesados, grandes e poderosos devam ser operados somente por homens. Graxa nas mãos, botas sujas de lama e cheiro de diesel na camisa são apenas uma parte do trabalho. Não existe lugar para as mulheres, certo?

Não necessariamente. Embora existam poucas mulheres que operem as brutas amarelas, as que se aventuram recebem elogios.

Poderiam as mulheres ser melhores que os homens neste tipo de trabalho? Abaixo algumas constatações que vão fazer você rever seus conceitos.

Capacidade de aprendizagem

Quando se trata de treinamento, as mulheres se garantem… Em nossa cultura, assumimos que todos os homens têm o domínio sobre as máquinas. Isto pode levar ao excesso de confiança ou de falta de atenção na fase de treinamento e formação profissional. As mulheres operadoras investem mais na busca de oportunidades preparatórias, se há um curso de uso de GPS ou desenvolvimento de tecnologia relacionada ao trabalho, elas participarão se isso ajudá-las a melhorar suas habilidades. E as mulheres destacam-se e assumem a dianteira.

Na fase de treinamento, rapidamente se torna evidente que as mulheres são mais participativas e esforçadas, seguem os regulamentos e cuidam bem dos equipamentos.

Vantagem: Mulheres

Habilidade na operação

Especialmente em novas situações, as mulheres são, em primeiro lugar, mais conservadoras e hábeis. Alguns homens, especialmente jovens, querem ir de zero a cem num curto espaço de tempo e tendem a ficar em apuros em diversas situações. Eles têm uma tendência a brutalidade e despejam potencia hidráulica que podem danificar o equipamento e até mesmo o local da operação. As mulheres possuem um progresso mais cuidadoso e fazem melhor ao longo prazo.

Vantagem: Mulheres

Aptidão mecânica

Vários meninos crescem brincando com bicicletas, carrinhos e, eventualmente, motocicletas ou carros. Os jovens que cresceram com uma chave na mão desenvolvem hábitos mentais que são úteis para a compreensão de como as coisas funcionam, uma grande vantagem quando se trata de resolução de problemas, reparos e conhecimentos gerais de equipamentos pesados.

Mas algumas exceções, no entanto, são dignas de nota. No mundo de hoje de computadores e de videogames, os meninos cada vez menos gastam o seu tempo livre com brinquedos e consertos. E em segundo lugar, as garotas não são necessariamente imunes a mecânica, tudo dependerá da companhia que tiverem quando jovens. Se uma menina cresce cercada por uma casa cheia de meninos e seus brinquedos e carros, é provável que ela entenda de alguma coisa e até mesmo crescer e se tornar proficiente em habilidades mecânicas.

Vantagem: Homens no geral, mas há exceções.

Atenção aos detalhes

Eu sempre fico impressionado pela forma como as mulheres cuidam de suas máquinas. Elas as mantêm limpas e não deixam lixo nas cabines. Se houver uma gota de óleo vazando na roda ou algum pequeno reparo necessário elas avisam imediatamente, são muito atenciosas e responsáveis.

Vantagem: Mulheres

Atitude e empregabilidade

Não há nenhuma dúvida, as mulheres trabalham tão duro como os homens o fazem. Nas empresas que contratam mulheres elas são funcionárias muito estáveis. Elas se mostram para o trabalho. Elas não têm medo de fazer perguntas e é mais difícil para elas porque estão competindo em um ambiente que tem sido dominado por homens durante séculos.

Vantagem: Mulheres

Retenção

Nenhum empregador gosta de contratar e treinar um funcionário, dar-lhes uma valiosa experiência e cursos para perdê-los mais tarde. Em empregos de escritório às vezes isso acontece quando uma jovem mulher tem um filho e decide deixar o trabalho e se dedicar ao filho em casa. Mas, na construção há uma quantidade considerável de rotatividade entre os trabalhadores do sexo masculino também.

Vantagem: Empate

Porque os homens dominam este mercado?

Até a pouco tempo atrás, os equipamentos pesados tinham duas características facilmente identificadas: cabines abertas e comandos mecânicos. Bem, mas o que isto tem haver com as mulheres? Simples, como as cabines eram, em sua maioria abertas, os impactos externos provenientes das operações eram muito fortes sobre o operador. Apenas os homens tinham resistência para suportar fortes ventos, terra no rosto, poeira nos olhos, variações climáticas e altos níveis de ruídos. Os comandos, por serem mecânicos, necessitavam de elevada força física para o acionamento. Isto levava os operadores, ao final da jornada de trabalho, à uma enorme fadiga física. As mulheres não apresentavam uma força física compatível com o acionamento dos comandos mecânicos. Aqui uma ligeira vantagem para as mulheres. Como são mais sensíveis, elas respondem melhor aos comandos eletrônicos e pilotados.

Pois bem, hoje praticamente todas as máquinas do mercado oferecem cabine fechada e comandos eletrônicos ou pilotados hidraulicamente. Neste novo cenário tecnológico, as mulheres podem oferecer a mesma produtividade com o mesmo desgaste físico dos homens.

As manutenções também foram facilitadas. Qualquer pessoa, homem ou mulher, é capaz de executar as manutenções programadas pelos fabricantes.

Vantagem: Ligeira vantagem das mulheres com relação à sensibilidade na utilização dos comandos hidráulicos.

Veredito: Se você puder encontrar operadoras do sexo feminino, contrate-as!

Todas as mulheres querem um tratamento justo. Quando chegam num canteiro de obras querem ser tratadas iguais ao resto da equipe. Nada de frescura.

Mas a chave para uma boa integração das mulheres no trabalho é garantir que os empregadores não as obriguem a situações constrangedoras. Onde há respeito não existem problemas de relacionamento entre homens e mulheres.

A natureza perigosa das obras torna imperativo que todos, homens e mulheres, respeitem-se uns aos outros, o respeito pelos valores e a vida é o que importa. Apesar de não existir um estudo específico sobre este assundo, acredito que no Brasil elas representam menos de 0,5% dos operadores de máquinas em atividade. Mas isto pode mudar rapidamente. O mercado está de olho nelas.

Redigido por Paulo Tagliaferri